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Quando vou ficar fluente?

Essa era uma das minhas grandes perguntas antes de embarcar…

Minha experiência me mostrou  3 mitos sobre o assunto:

Mito 1 – Fluente em “XX” meses
Antes de viajar eu sempre pensava em quantos meses eu estaria fluente. Na minha concepção da época, isto não levaria mais que três meses ou ainda menos. A realidade é outra entretanto: não há formula mágica. Não há numero exato. Tudo depende exclusivamente de você: da sua força de vontade, do seu empenho e da sua cara-de-pau, pois quando o assunto é aprender um novo idioma, vergonha é uma palavra que deve ser extinta do seu vocabulário. 😉

Mito 2 – Fluente num passe de mágica
Sempre pensei que só pelo fato de estar no país, eu me tornaria  fluente sem esforço algum. Bem, talvez tivesse sido assim se eu ainda fosse criança, pois é um absurdo o número de informações novas que o cérebro delas é capaz de assimilar, são verdadeiras esponjas – o que não era meu caso e o de muitas Au Pairs.  Após uma certa idade, o aprendizado de uma língua estrangeira acaba exigindo dedicação e muita prática. Não basta  tão somente estar no país, prova disso é que você certamente encontrará pessoas que estão há 10, 15 anos vivendo nos Estados Unidos e ainda assim não falam inglês.

Mito 3 – Não preciso estudar
O exemplo que citei acima é bem típico. Há casos de pessoas que estão há anos no país e não sabem o idioma. Ou seja, este não era o principal objetivo destas pessoas, que, provavelmente vivem em comunidades de seu país de origem, só falam sua língua nativa e não procuram aprender o idioma, mesmo podendo estar rodeado por ele. Para assimilar uma nova língua você precisa estudar (para ter base), estar onde o idioma está (para se familiarizar e reconhecer o que foi estudado) e praticar (para vivenciar tudo o que foi apreendido). São três passo que andam juntos.

☕ Minha experiência

Cada caso é um caso, mas só senti uma diferença substancial no meu inglês depois de uns 6 meses, e uma drástica mudança após o primeiro ano, sobretudo porque minha terceira host-family era bastante falante e eu passava MUITO tempo com eles.
Mas como disse, não é regra! Isso varia muito de pessoa para pessoa e há vários fatores determinantes, tais como o nível de inglês que a pessoa chegou no país, sua dedicação ao idioma, quanto tempo estava exposta ao inglês, etc.

💡Dicas

Talk! Talk! Talk!

Uma das coisas mais legais do Au Pair é que você conhecerá pessoas de todas as partes do mundo,o que ajudará imensamente seu inglês. Ter amigos brasileiros é ótimo, fiz amizades que carregarei por toda a vida, mas não esqueça de também praticar inglês com eles, pois este é o objetivo de sua viagem. É claro que não seremos radicais ao ponto de dizer que você não deve falar Português, mas sempre que puder praticar o idioma, faça-o!

Se “falar” é a palavra chave, comece conversando com sua host-family e peça para que eles a corrijam quando você cometer algum erro – seja ele de pronúncia ou gramática. Converse sobre o dia, coisas atuais, as crianças, etc. Não importa, fale algo e interaja! Se você cuidar de alguma criança em idade escolar, melhor ainda, é possível que eles façam esta tarefa mesmo que você não peça.

Fale com seus vizinhos! Ao contrário do que pensam, os americanos são amigáveis sim (ao menos os que conheci). Puxe assunto com as pessoas, não seja tímida e não tenha medo de errar. É errando que se aprende!

Don’t be shy!

Lembro que tive uma amiga que me contou que ao chegar no país não ía ao Dunkin Donut’s ou Starbucks pois tinha um certo receio de não saber explicar o pedido. Não há motivo algum para ficar envergonhada, temos que enfrentar todas as situações, ainda mais quando a situação envolve um frapuccino (nham! rs).
Além disso, essa mesma amiga minha me disse que bastou entrar uma vez no local para perceber que não se tratava de nenhum bicho de 7 cabeças, e que ela entendeu tudo e fez o pedido dela sem o menor problema. Era apenas um receio.

Então, sem mais delongas, vamos deixar algo bem claro: não há motivo algum para ficar tímida ou se sentir insegura. Somos nós que criamos esses bloqueios.
Vale considerar que os países de primeiro mundo possuem inúmeros turistas e imigrantes, então as pessoas em geral estão MASTER habituadas em como lidar com alguém que não domina totalmente o idioma.

Portanto, vá em todos os locais que quiser e se expresse. Se não souber como se expressar, te ajudarão e você enfrentará a situação numa boa. e o melhor, você APRENDERÁ! 😀

Aproveite o que está a sua disposição


Você pode encontrar cursos gratuitos de English as a Second Language  nos Estados Unidos. Tais cursos  muitas vezes são ministrados em High Schools, Community Colleges, Bibliotecas ou Igrejas. Pesquise na internet ou pergunte para sua LCC sobre os locais e explore a parte cultural da sua cidade. Esta é também uma ótima chance para fazer novas amizades.

As bibliotecas são locais maravilhosos! Totalmente diferentes das bibliotecas daqui. Lá elas são movimentadas, possui um acervo de livros, Cds, DVDs e K7 sempre atualizado, internet e vários programas para a comunidade.

Uma das minhas coisas favoritas era pegar DVDs na biblioteca, eu pegava cerca de 5 por semana e assistia a todos em casa. Isso me ajudou bastante no inglês. A parte de ESL é vastíssima, e há sempre grupos de discussões em determinados dias para aqueles que estão aprendendo o idioma.

Você também pode fazer uso dos computadores e da internet, e toda biblioteca possui rede wireless – ou seja, se sua internet parar de funcionar em casa, é só levar seu notebook para a biblioteca.
Para fazer a carteirinha nas bibliotecas, é necessário um comprovante de residência. Neste caso, você pode usar alguma das “cartinhas” do Au Pair, como por exemplo o papel que indica as informações do seu Placement, que constam as informações da sua host-family, endereço e etc.

Se você já possuir outro documento, como cartas do banco ou Driver’s License melhor ainda.
Outra coisa legal são as livrarias, pois elas sempre possuem palestras e encontros. As livrarias mais famosas são Borders e Barnes & Nobles. Vá até o site delas e verifique a agenda, pois há sempre algo acontecendo nelas.

Procure por revistas/jornais locais que são distribuídos gratuitamente. Eles possuem agendas completas sobre eventos que estão acontecendo na cidade, como shows, apresentações, palestras e cursos. Em Boston, por exemplo, o mais famoso era o “The Improper Bostonian”.

As host-families, muitas vezes, são membros de museus locais. Verifique com sua família e aproveite o membership que eles possuem.